Casal de jaruenses hospeda arqueólogos de vários países que encontraram objetos cerâmicos com mais de mil anos no Acre

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Arqueólogos de vários países realizaram nos meses de junho e julho pesquisas arqueológicas em uma propriedade rural localizada às margens da BR-364, a cerca de 56 quilômetros de Rio Branco no Acre, onde após perfurações para a instalação de torres de energia elétrica (linhão) por parte da Eletrobras, foram descobertos evidências de o local foi habitado há centenas de anos.

Um casal de jaruenses, que trabalha na propriedade, de nome Fazenda Jatobá, a qual pertence ao mesmo dono da Fazenda Monte Cristo em Jaru, serviu de anfitrião para os 25 pesquisadores de países como Estados Unidos, Inglaterra, Japão, Tailândia, Peru, Bélgica, Finlândia, além de São Paulo e Rio de Janeiro.

A equipe formada por arqueólogos profissionais e estudantes da Archaeological Field School (Escola de Campo Arqueológico), do Laboratório de Arqueologia dos Trópicos (Arqueotrop), da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal do Acre (UFAC) e até da Universidade de Havard nos Estados Unidos chegaram à fazenda no dia 15 de junho para a expedição Sol de Campinas.

Segundo Vilma Rodrigues dos Santos, que nasceu em Jaru e há cerca de um ano e meio trabalha juntamente com o marido Eliude Rafael dos Santos na fazenda do Acre que se transformou em um importante sítio arqueológico, durante as escavações os pesquisadores descobriram uma grande quantidade de vestígios arqueológicos que indicam civilização na área há mais de mil anos. Diversos materiais cerâmicos, fabricados possivelmente por tribos indígenas há centenas de anos, foram localizados pelos pesquisadores.  

Um dos principais objetos encontrados durante as escavações, conforme ela declarou em entrevista ao site Anoticiamais, foi uma espécie de baú cerâmico de grande porte, que segundo os arqueólogos, tem mais de 500 anos.

As pesquisas de campo, coordenadas pelo professor Eduardo Góes Neves da USP e pelo professor Gary Ulton, terminaram nesta quinta-feira (12) e os pesquisadores retornaram para seus países de origens com o material arqueológico recolhido nas escavações, que foi levado para uma melhor análise.

Um jantar de confraternização foi realizado na despedida da equipe em comemoração ao grande sucesso da expedição.

“Obrigado Senhor por esse presente, pelas amizades que fiz com os gringos e os brasileiros que ficaram por cerca de um mês aqui na fazenda. Eles nos convidaram para conhecer a Finlândia, Estados Unidos e Japão. As famílias deles também me mandaram solicitação de amizade pelas redes sociais agradecendo pela hospedagem e disseram que também querem conhecer o Brasil”, declarou Vilma.

Fonte: Anoticiamais

Autor: Flávio Afonso

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