Idoso morre afogado durante pescaria com a família em igarapé da BR-364, entre Ouro Preto e Jaru

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Um homem de 65 anos de idade morreu afogado na tarde deste domingo (15) no represamento de água de um igarapé que cruza a BR-364, a 14 quilômetros de Ouro Preto do Oeste, sentido a Jaru.

O igarapé é o rio Paraíso, e fica aproximadamente a dois quilômetros do rio Santa Rosa,  conhecido popularmente por rio “Xibiu”,  onde existem dois bueiros em concreto com travessia subterrânea, que até pouco tempo era um local tradicional para banho.

A vítima do afogamento é Ailton Roberto dos Reis, o senhor “Nenê”, que residia no Bairro Nova Ouro Preto, perto da rodoviária. Seu Nenê era cunhado do mototaxista Linézio Pereira Torres. A vítima do afogamento foi para o igarapé juntamente com a irmã, o cunhado Linézio, e mais três amigos para pescar e tomar banho.

Ailton disse para os familiares que ia tomar um banho, e a represa tem pontos com profundidade que atinge quase 4 metros. Segundo as testemunhas, após entrar na água o idoso emergiu apenas uma vez, levantou um dos braços, fez gestos de quem pedia ajuda, e desapareceu num poço escuro e profundo.

Desesperados, os parentes e amigos tentaram localizar a vítima, mas devido a profundidade do poção de água não foi possível. Enquanto o Corpo de Bombeiros era acionado, os amigos de seu Ailton usaram um anzol e conseguiram cravá-lo no corpo da vítima, e puxaram para a margem da represa.

Segundo o cunhado de seu Nenê, eles chegaram pouco depois de 14h30 na represa que se forma à margem direita da BR-364. O Local é fundo e a água corrente forte que sai do bueiro torna o local complicado e perigoso.

Foram deslocadas para o local a equipe de mergulhadores do Corpo de Bombeiros de Ouro Preto composta do cabo BM Porfírio e o Sargento BM Delevidore, e uma equipe
de Ji-Paraná composta do Capitão BM dos Santos, comandante do Grupamento do Corpo Bombeiros Militar de Ji-Paraná {que é mergulhador} com o sargento BM Galdino.

Como familiares já haviam retirado o corpo do idoso da água, os Bombeiros isolaram a área, cobriram o corpo e aguardaram a chegada da equipe da Politec.

Ailton Roberto residia no estado do Acre, e como estava separado retornou a oito meses para Ouro Preto do Oeste e foi morar com a mãe. “Faz quase 20 anos que não vou na beira de um rio, e o dia que eu venho acontece uma tragédia dessa”, lamentou um dos amigos da pescaria que foi interrompida pelo incidente fatídico.

O corpo de Ailton Reis será velado na capela da funerária da Associação Vida Nova, na Avenida XV de Novembro.

Fonte: Correiocentral

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