O rombo no banco PanAmericano, descoberto em novembro passado, pode chegar a R$ 4 bilhões, segundo informações publicadas nesta sexta-feira por jornais. De acordo com Folha de S.Paulo e Valor Econômico, citando documentos relacionados ao balanço da instituição controlada pelo grupo Silvio Santos, o rombo seria R$ 1,5 bilhão superior aos R$ 2,5 bilhões estimados inicialmente pelo Banco Central (BC) e pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
A Folha afirma que o novo valor seria resultado de fraudes contábeis feitas pela antiga diretoria da instituição. A divulgação do balanço do banco está prevista para a próxima segunda-feira. Ao ser desvendado em novembro, o rombo foi coberto por empréstimo do FGC, o que obrigou o empresário Silvio Santos a dar seu patrimônio como garantia. Ainda conforme os jornais, está sendo negociada uma estratégia para entrada de um novo sócio no PanAmericano. O Valor afirma que o banco BTG Pactual teria feito, na véspera, uma proposta de compra do controle do PanAmericano. Já a Folha cita ainda Bradesco, Santander e Safra como outros possíveis interessados. Procurados pelos jornais, Grupo Silvio Santos e PanAmericano não comentaram o assunto, enquanto o FGC disse que esperaria a divulgação do balanço para se pronunciar. Na quinta-feira, as ações do Panamericano despencaram 9,28%, cotadas a R$4,40, após reportagem do jornal O Estado de S.Paulo afirmar que o banco teria um rombo superior ao estimado inicialmente. Entenda A injeção de recursos no banco foi feita por meio do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que é uma entidade sem fins lucrativos que protege os correntistas, poupadores e investidores. São as instituições financeiras que contribuem com uma porcentagem dos depósitos para a manutenção do FGC - sem recursos públicos. A holding do Grupo Silvio Santos colocou à disposição empresas como o SBT e a rede de lojas do Baú da Felicidade, entre outras, como garantia pelo empréstimo, que tem prazo de dez anos. Especializado em leasing e financiamento de carros, o PanAmericano teve 49% do capital votante vendido para a Caixa Econômica Federal em dezembro de 2009, por R$ 739,2 milhões. Com autorização do BC, as atividades das lojas e o atendimento ao público continuam sem problemas, segundo a instituição.
O PanAmericano anunciou em novembro que o Grupo Silvio Santos, seu controlador, iria aportar R$ 2,5 bilhões na instituição para restabelecer o equilíbrio patrimonial e a liquidez, após inconsistências contábeis apontadas pelo Banco Central (BC). Um processo administrativo de investigação apura a origem e os responsáveis pelo problema de falta de fundos.
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