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BRASIL | 21/04/2011
Gasolina sobe mais uma vez e o porquê nem Freud explica

Os proprietários de veículos automotores foram surpreendidos nesta terça-feira com uma nova alta da gasolina em 10 dias. O combustível que estava custando em média R$ 3,04 depois da última alta subiu de novo e agora está custando para R$ 3,15.

Não há uma explicação plausível e segundo a edição do Jornal Nacional da última terça-feira deixou revoltados os usuários de combustíveis. A alegação de alguns ainda é o aumento do álcool, composto que é utilizado na gasolina, no entanto, segundo economistas o álcool na está na entre safra e para completar o dólar está em baixa.   

Em 12 meses, a taxa teve alta de 6,44%, o que já começa a colocar em risco o cumprimento da meta do governo, que é inflação de 4,5% ao ano - com possibilidade de oscilação de dois pontos para cima ou para baixo.

O aumento no preço dos combustíveis foi o grande vilão do bolso do consumidor. O motorista viu o preço da gasolina variar de 0,76% para 4,28% enquanto o etanol passou de 4,68% para 16,40%. As tarifas de ônibus urbanos e intermunicipais também colaboraram.

Para a tristeza dos motoristas a manutenção do carro também ficou mais cara. O conserto de automóveis, estacionamento e os carros usados também ficaram mais caros. Por outro lado, as passagens aéreas apresentaram queda de 9,39% contra 29,16% em março e os automóveis novos continuaram em queda (de -0,29% para -0,39%).

MP investiga alta dos preços no DF

A comida, como sempre, também exerceu influência negativa na inflação. O grande vilão foi à cebola, que passou de uma variação de 3,67% para 22,56%. Em números exatos significa dizer que se o quilo do legume no início do mês custava R$ 3, por exemplo, ele estaria sendo vendido agora a R$ 3,67.

Outros alimentos que tiveram uma variação grande de preço foram: leite pasteurizado, batata-inglesa, feijão carioca, pescados, ovo, frango em pedaços, café moído, entre outros. Com menor variação de valor, os destaques foram as carnes, o açúcar refinado e as frutas.

O preço dos aluguéis, contas de água e esgoto também exerceram influência negativa, mas inferior às demais. As contas de água e esgoto também contribuíram, pois sofreram reajuste em Brasília a partir de 1º de março e Curitiba a partir de 19 de março, o que fez com que o item apresentasse o resultado de 1,06% em abril contra 0,41% de março.

Refletindo a entrada da coleção da nova estação, os artigos de vestuário também subiram de preço, com variação de 1,46% em abril ao passo que em março haviam apresentado queda de 0,37%.



Fonte: ANoticiamais

Autor: Beto Neves

 


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