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ARTIGOS | 12/01/2012
Editorial: Fraude dos combustíveis

A Máfia dos Combustíveis continua metendo a mão no bolso do consumidor. Em passado recente o “batismo” dos combustíveis foi motivo de amplo noticiário através da imprensa. Gasolina com excesso de álcool, álcool com muita água deram muito serviço a mecânicos, prejuízos a proprietários de veículos e lucros aos comerciantes de combustíveis desleais.

Agora uma emissora de TV, em nível nacional denunciou mais uma fraude praticada pelos integrantes da Máfia dos Combustíveis. A litragem apontada no mostrador da bomba de combustível não era a real, e sempre a menor. Teve casos no Rio de Janeiro, que em 20 litros de gasolina pagos pelo consumidor a bomba entregava menos de 18 litros.

A denúncia provocou reações em todas as regiões do País e uma revolta muito grande do consumidor. Afinal de contas a relação entre vendedor de combustíveis e consumidor é de extrema confiança. Não há como saber que a litragem apontada na bomba não é verdadeira, mas a menos.

A fraude contra o consumidor foi constatada nos Estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, mas certamente a mesma fraude está sendo praticada em outros estados, inclusive Rondônia. Em Porto Velho há muitas denúncias de proprietários de veículos que alegam que estão sendo lesados em postos de combustíveis, mas não tem como provar.

As bombas de combustíveis a cada ano são modernizadas, informatizadas e mais eficientes no manuseio, mas nunca livre de fraudes. A denunciada pela imprensa, em alguns casos, chega a marcar 20 litros, mas vai para o tanque menos de 18 litros.

Nos casos de fraude denunciados era utilizado um sistema de controle remoto, que era acionado para ativar e desativar o mecanismo. Quando a equipe de fiscalização do Inmetro passava um dos funcionários acionava o sistema e a bomba voltava a funcionar normalmente.

As primeiras bombas de combustíveis era totalmente mecânica. O consumidor dizia a quantidade de litros que queria e o combustível era bombeado manualmente, para um recipiente de vidro transparente com a escala numeral. Em seguida através de uma mangueira transportado para o tanque do veículo.

Não é necessário voltar ao passado, mas os comerciantes desonestos têm que ser punidos.



Fonte: Folha de Rondônia

 


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